Programa de Pós-Graduação em Formação de Professores e Práticas Interdisciplinares (PPGFPPI) da Universidade de Pernambuco (UPE) Campus Petrolina 

O campus da Universidade de Pernambuco (UPE) situado no sertão pernambucano, região do submédio São Francisco no Município de Petrolina – PE teve e tem em sua história a formação de professores desde o final dos anos 1960, quando foi criada a então Faculdade de Formação de Professores de Petrolina (Lei Municipal nº 31 de 29.10.1968). A Fundação Educacional de Petrolinafoi mantenedora desta Faculdade juntamente com aPrefeitura de Petrolina até o ano letivo de 1971, quandoesta foi incorporada à FESP (Fundação de Ensino Superior de Pernambuco), hoje, Universidade de Pernambuco - UPE.

 

O Programa de Pós-Graduação em Formação de Professores e Práticas Interdisciplinares (PPGFPPI) campus Petrolina, recomendado por meio do Ofício nº 212-30/2014 CTC/CAA II CGAA/DAV/CAPES, de 22 de dezembro de 2014, não só foi o primeiro Programa Stricto Sensu do campus, mas de uma região, com o objetivo de formar professores/as aptos/as a uma prática docente significativa.

 

O referido Programa situado no campus de Petrolina, na modalidade Mestrado Profissional é reconhecido através da Portaria nº. 326, de 9 de março de 2017, do Ministério da Educação e tem como MISSÃO: contribuir para a formação de docentes pesquisadores, técnicos, gestores educacionais nos diversos níveis de ensino e educadores/as populares capazes de iniciativa, aptos para o diálogo e para a construção de uma sociedade melhor, pela alta qualidade de seu trabalho e relevância da sua ação comunitária.

 

Para situar a importância do Programa na escala local, regional e nacional, de 2015 a 2020 foram 1.167 (mil, cento e sessenta e sete) candidatos inscritos em processos seletivos, o que evidencia o compromisso do PPGFPPI na formação contínua dos docentes e na alteração dos dados do Censo Escolar/2018 que apontaram a Região Nordeste, num comparativo com as demais regiões do Brasil, baixo índice de mestres nas redes: municipal, estadual, federal e privada.

 

Associada à procura em editais para aluno/a regular, não menos significativa é a busca da comunidade por disciplinas eletivas em editais para ALUNO/A ESPECIAL que a cada semestre varia entre 40 a 50 inscritos a depender da quantidade de disciplinas ofertadas com 10 (dez) vagas cada uma.  Mesmo de forma remota, o PPGFPPI lançou o edital para candidatura a vagas de aluno/a especial para 2021.1 - quatro disciplinas, 36 (trinta seis) inscritos e em 2020.2 – cinco disciplinas, 80 (oitenta) inscrições válidas, com destaque para disciplina de INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS que sozinha teve 30 (trinta) inscritos demonstrando com isso, a importância e credibilidade da Universidade e do Programa para sociedade, no que se refere a suprir a lacuna do uso das tecnológicas pelos docentes nesse momento de pandemia da COVID-19.

 

O quantitativo de inscritos tem contribuído para manutenção financeira do Programa, associado às matrículas de alunos especiais nas diversas disciplinas ofertadas a cada semestre, ao convênio firmado com a Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esporte de Petrolina, aos recursos internos disponibilizados pela UPE, por meio do Programa Institucional para Excelência na Qualidade do Stricto Sensu-Apoio.

 

A importância da formação para esses docentes e a repercussão do Programa na sociedade têm  conduzido para uma grande procura por professores não somente de Petrolina, mas de toda região Nordeste, já que as transformações no mundo do trabalho e os avanços tecnológicos vêm interferindo, direta e indiretamente, na educação nos espaços escolares e não escolares e isso exige esforço coletivo não só da escola (gestores, coordenadores, professores e outros), como também do poder público e dos grupos sociais organizados. No contexto dessas mudanças, há muitos desafios que devem ser enfrentados no campo das políticas públicas e um deles é: reconhecer o/a educador/a como profissional indispensável na construção de uma nova sociedade, entendendo que a democratização do ensino passa também por professores/as com boa formação, valorizados/as e com condições plenas de trabalho (PERNAMBUCO, 2012).

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